Inspiração transformada em palavras!!! Imagens capturadas eternizando momentos!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fraguimento de "Viagem Entre ais e Risos"

O sol brilhou novamente meus olhos,
A me dizer que eu havia sobrevivido,
Ao meu próprio cataclismo onde estava caído,
Perdido no escombro de minha própria cama.

Afoguei-me no meu próprio grito último,
A relutar a solidão e a presença de franqueza,
Em torno de meu corpo e de minha realeza,
Num momento de cheque-mate sem fama.

Tive medo de mim por um momento,
Olhando face a face alguém familiar,
Falei comigo em silêncio para não me escutar,
O meu plano contra mim na emboscada.

Fui mais rápido que minhas próprias pernas,
 Num teste que me armei de esperteza,
Para provar se eu tinha ou não certeza,
De algo em minha memória registrada.

Fugi sem saber para onde, nem o motivo,
Do meu rosto no espelho do consultório;
Sorri ao morto estirado em seu velório,
E falei comigo, à meia noite, na encruzilhada.

Eu queria me calar para ouvir o silêncio.
Que o silêncio falasse, eu queria compreender.
Queria falar ao sol que se pôs a romper,
Numa manhã, quando me chamaram louco.

sábado, 28 de agosto de 2010

Fraguimento de "Viagem Entre ais e Risos"


O sol brilhou novamente meus olhos,
A me dizer que eu havia sobrevivido,
Ao meu próprio cataclismo onde estava caído,
Perdido no escombro de minha própria cama.

Afoguei-me no meu próprio grito último,
A relutar a solidão e a presença de franqueza,
Em torno de meu corpo e de minha realeza,
Num momento de cheque-mate sem fama.

Tive medo de mim por um momento,
Olhando face a face alguém familiar,
Falei comigo em silêncio para não me escutar,
O meu plano contra mim na emboscada.

Fui mais rápido que minhas próprias pernas,
 Num teste que me armei de esperteza,
Para provar se eu tinha ou não certeza,
De algo em minha memória registrada.

Fugi sem saber para onde, nem o motivo,
Do meu rosto no espelho do consultório;
Sorri ao morto estirado em seu velório,
E falei comigo, à meia noite, na encruzilhada.

Eu queria me calar para ouvir o silêncio.
Que o silêncio falasse, eu queria compreender.
Queria falar ao sol que se pôs a romper,
Numa manhã, quando me chamaram louco.

Fragmento de "Mandala Colorida"

Caminhei por uma estrada
Onde no seu final,
O abismo forjava conquistas,
Numa estrada vadia,
Vazia,
Onde só os fracos transitam
Com o intuito de atingir a meta.
Uma estrada que consegui voltar
Por ela,
E seguir por um novo rumo...
Eu não era santo
Era apenas um homem,
Em busca de luz,
Para voltar a ser luz...
Vi o silêncio
Impresso no rosto,
Dos que decidiram comigo,
Voltar por um caminho doloroso,
Onde nossas feridas clareavam
As sombras dos nossos corpos,
Onde dos nossos pés saiam lascas,
Fazendo voar de nossas passadas,
Pequenas constelações de estrelas,
Que iluminam duras contas
No rosário da via,
A vida de quem busca a mesma meta.
A meta da eterna luz.
Vi molhar o chão
A lágrima
Dos que tomaram a mesma decisão,
Mas tinham apenas,
A força da vontade,
Volvida por um corpo enfraquecido,
Pelas pancadas do sofrimento.
Vi fortes
Que não tinham pés.
Fortes que não tinham mais corpos
Como sobressalentes,
Enxugarem as faces dos decididos,
E levantarem da terra úmida,
As suas carcaças.
Vi
Gente que procura
Com coragem para encontrar.
Vi gente que encontra
Sem coragem para aceitar.
Vi gente que recusa
O maior presente
Que a natureza pode dar,
Com o sincero abraço
De quem ela escolher
Para representá-la.
Vi gente que não se deixa levar,
Pela malograda ignorância,
E dei os meus parabéns.
O nove,
Fez diferença nas vias
De fato,
Mas eu não parei.
Deixei uma flor amarela,
Na janela dela,
Na noite de Natal
E continuei a viver
Até o dia amanhecer.
Vi a alameda enfeitada
Com o mapa da mina;
Cegos tatearam o tráfego
E negarem a minha mão...
Os que pensavam ver
Por enxergar as vitrinas...
E nada pude fazer...
Além de gravar,
Mais e mais em minha mente,
Todas as saídas do labirinto...
Andei sob a chuva da madrugada,
Com o meu chapéu na mão,
Um amor no coração,
Por uma mulher entre milhões,
E milhões de amores,
Por todos os seres,
E minha serenidade
Era o pêndulo de uma balança,

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DO OUTRO LADO DA PORTA


Forças que se atraem e se encontram,
Momentos importantes a união fortalece,
Vínculos que se embalam e na natureza cresce
São as mútuas satisfações que contam.

Como é  bonito a luz á carta branca,
Na mão de quem seja digno que a suporte,
Que lá, diante da porta, faz-se porte
Do ir e vir como costume de nobre aliança.

O amanhecer floresce ou a tarde vem,
A despedida como a chegada fazendo bem,
O que se deu e o que se ganhou o que importa.

Valeu somar na boa energia do mundo,
Valeu eternizar num momento um segundo,
Estando a se encontrar além da porta.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ETERNA LIÇÃO


O sol brilha noite e dia e não desvirtua,
É sua eterna lição a todos os viventes...
Na jornada da vida minha e na tua,
Temos que aprender eternos brilhantes.

A nossa lição, melhor que seja de amor,
Salvar, em vez de condenar em pensamento...
Se não puder ser remédio, não ser dor,
Nem um peso ao ar, com mau sentimento.

Melhor ser surdo ao apelo da maldade,
Melhor ser mudo quando quer falar o ódio,
E seguir em frente a caminho na felicidade.

O nosso ver, que seja olhar de compreensão,
A elevar o que nos antecede e acompanha,
Com lição eterna em nossa efêmera missão.

EM BUSCA DO SER

Ainda que a balança oscile o vago estar,
Ser, é o maior objetivo que rege a vida,
Que cavalga num balanço entre céu e mar,
O ser que vai e sempre regressa da partida...

Até que um dia, fixe o querer ou o não querer,
É seguir avante na direção para cima...
Além do sol, há um belo lugar para viver
A vida que não se sujeita ao sabor do clima...

Somos um lar provisório de portas abertas,
Com a missão de aprender as escolhas certas,
Até que a partida, leve à derradeira morada.

Somos uma vida, em posse de dois passaportes,
Nem trajeto sujeito a passos fracos e fortes...
Importa é chegar ao final da verdadeira estrada.

O DESCONHECIDO




Um ser perdido, sem saber por que existe,
Entregue aos fatos, sem alcançar respostas,
Nem o que leva nem o que traz em suas costas,
Da vida, de causas e efeitos de passado triste.

Um ser sem destino, a viver da morte,
Para existir sendo a vida de outras vidas...
A sofrer duras penas, de tribunas esquecidas,
De tribunais desconhecidos da própria sorte.

Penas impressas na alma, como herança,
A abalar a alma para lapidar a esperança,
Do que segue adiante, sob pena e julgamento.

Um ser, sem conhecer a própria sina,
Nem que lhe espera o que o amanhã lhe destina,
Sofre, sem nem saber o motivo do sofrimento.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PEQUENOS NOEDOS: COM OUVIDO DE HUMANA ALMA

PEQUENOS NOEDOS: COM OUVIDO DE HUMANA ALMA: "Eu escrevo porque o papel me escuta,E compreende as impressões de minha alma...Eu escrevo porque escrever me acalma,E no filme da semente re..."

PEQUENOS NOEDOS: COM OUVIDO DE HUMANA ALMA

PEQUENOS NOEDOS: COM OUVIDO DE HUMANA ALMA: "Eu escrevo por que o papel me escutaE compreende as impressões de minha almaEu escrevo por que escrever me acalmaE no filme da semente retra..."

COM OUVIDO DE HUMANA ALMA

Eu escrevo porque o papel me escuta,
E compreende as impressões de minha alma...
Eu escrevo porque escrever me acalma,
E no filme da semente retrato a fruta.

Se eu falasse me chamariam de louco,
A correria não dá tempo a uma viagem,
Além da meta, não veria outra imagem,
Da estrada onde se vê menos que pouco.

O destino é um só, mas são muitos caminhos,
De paineiras a pedras altas e frias há ninhos,
Mistérios de cada ente no coração guardado.

Que bom que alguém há ainda que consiga,
Chegar ao final destas linhas com mente amiga,
E com ouvido de humana alma ter me escutado.

ABRINDO OS OLHOS PARA COISAS BOAS


Que tristeza é essa a habitar em mim,
Além da sensação de viver vencido,
Pela indignação de injustiça sem fim,
Na távola , de pouco coroado perdido.

O futebol a envolver a triste insatisfação,
Cervejas e orgias disfarçando a tirania,
A morte que arrasta em parcela e prestação,
Gostos que se afogam em grande agonia.

Como é difícil terminar esse artigo...
Tento me arrastar para feliz e melhor abrigo,
Acho que é isso que acontece com as pessoas.

Famílias se desmoronam e o que posso fazer?
Além de abafar meu pranto e tentar vencer,
Abrindo os olhos, para o que resta de coisas boas.

POR UM PLEBISCITO


A emoção que afoga a voz na garganta,
Apaga o grito da coragem em pobre festa,
Por um amor infindo, tudo que ainda resta,
E no silêncio da arquitetura ainda canta.

A emoção de assistir a um cruel enredo,
Sem poder mudar de situação nem rumo,
Do abismo inerte a envolver seu sumo,
E no íntimo escuro guardar segredo...

ImeNsa a arena onde sorri o palhaço,
De uma platéia cuja inconsciência de aço,
Acorrentando a mente, a perna e a luta.

Saudade de um tempo de extrema soberania,
Onde a coroa depunha a injustiça um dia,
E a arte da pena valia um plebiscito.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PEQUENOS NOEDOS: MUDANÇAS

PEQUENOS NOEDOS: MUDANÇAS: "Um dia queimei coisas que penseiE a fumaça dissipou no tempo minhas fantasiasQue renascem como sementes o que sonheiE versos que o sol conte..."

MUDANÇAS

Um dia queimei coisas que pensei
E a fumaça dissipou no tempo minhas fantasias
Que renascem como sementes o que sonhei
E versos que o sol contempla em poesias.

Um dia enterrei nas cinzas o que senti,
E o vento resgatou na noite meus pensamentos,
As folhas esconderam na alma o que esqueci,
E o regato, lava incessante, os meus tormentos.

O que canto encanta sem alimentar tristeza,
Saudades que existem, são lembranças consternadas,
Pelas florestas que me beijam com sua realiza.

No âmago do meu ser quero coisas mais amadas,
Em vez da solidão, quero o brilho das estrelas,
E a felicidade das primaveras mais inspiradas.

ENTRE DUAS VIDAS


Não quero ver a sombra que envolve o cordeiro,
Mas sei que isso não é simples desse jeito,
Dois pilares são que sustentam o paradeiro
Do que há em nosso ser de mais perfeito.

É difícil, viver sobre o planalto cambaleante,
Sob o olhar dos planetas a contemplar o jogo,
No malabarismo da vida, de cada infante,
Buscando no calor a água e no frio o fogo.

O estorvo, a convir, a quem abriga extrema calma,
Na tarde outonal de um coração trêmulo e perdido
De um amor que o verão inundou a alma.

Perdões cem vezes ao clarão de um luar
Flor e espinho imerso em um riacho emudecido
A refletir como um espelho o pássaro a cantar.

PENA


Pena que uma pena não resolveu tudo;
A liberdade ainda chora seus apertados grilhões,
Batalhas sem espadas partem mil corações,
Grito que na garganta ainda fica mudo...

Tentativas em vão para quebrar a casca do ovo,
Diferenças sem remédio a amargar o limpo mel,
Da alma milenar, em maravilhoso corcel,
Sobrevivendo nas sombras a esperar o novo.

Montanhas e vales em um corpo quase oculto,
Subidas infindas ao sabor do sol claro e quente,
A chuva que cai a refrescar a corrente.

Pena que a dor ainda existe, maltrata e fere,
Como a morte, ainda o pulso jaz cicatrizado,
Pena, que a pena não libertou, o coração escravizado.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

ENTRE A ESPERANÇA E A MORTE


Entre a esperança e a morte a realização,
Um muro impresso diante do olhar da vida,
A música que aconchega o ouvido do coração,
A luz que emana da montanha perdida...


A mente que luta para calar o passado,
O invisível que persegue a alma de outrora,
O silêncio que diz que se tivesse falado,
A volta que carrega um lindo fado...


A onda que traz uma escolha repentina,
O mar em seu império determinando a sina,
Entre a esperança e a morte a elevação...


Além da metade do caminho aceitar a jornada,
Dar sentido a cada passo na caminhada,
Consentir à vida, viver dela a razão.

FLOR



Oh, Flor,
Por que segue meu espaço vazio,
E persegue o meu passo de doce engano?
O que esperas desse ser moribundo
Que pode arrastar-te ao cruel inferno?

Oh, Flor o que esperas,
De um condenado entregue ao frio,
Perdido no próprio inverno?
Queres mesmo invernar teu fogo,
Escurecer o teu dia?

Oh, Flor, tenha dó de ti!
Fuja para um lugar distante,
Desse coração seco e arrogante,
Que te fará chorar de dor!
Que amor é esse que esperas,
Em tuas quentes lágrimas?!

Oh! Flor! A eternidade é longa,
Para quem sofre qualquer sofrer?
Não se engane a esperar,
Um amor que te machuca,
Mesmo sem querer.

PEQUENOS NOEDOS: CADA UM

PEQUENOS NOEDOS: CADA UM: "Nem todos estão sobre a montanha,Nem todos estão entre os faróis,Nem todos estão diante do mar,Nem todos estão entre os canaviais... Cada ol..."

PEQUENOS NOEDOS: CADA UM

PEQUENOS NOEDOS: CADA UM

CADA UM

Nem todos estão sobre a montanha,
Nem todos estão entre os faróis,
Nem todos estão diante do mar,
Nem todos estão entre os canaviais...

Cada olho vê a lua de um lugar,
Com suas formas e cores normais,
Que achamos ser tudo igual,
Esquecendo as diferenças de cada qual.

O pequeno e o grande e o horizonte,
Nem todos fitam distante o mesmo olhar,
Nem todos enxergam o que vêem
Nem todos precisam olhar...

Cada um com o seu fado induzido,
Ao seu alcance, ao seu potencial...
Cada um é um ser especial,
Sendo si mesmo sem precisar copiar.